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06 julho 2012

Música nova da minha banda + pedido de desculpas!

Olá pessoal! Venho aqui novamente, depois de um bom tempo avisar que a minha banda tá a todo vapor produzindo, compondo, e etc. A gente vai terminar de gravar em estúdio a versão dessa música que eu vou postar aqui hoje pra vocês e vamos começar a gravar outras músicas, e o nosso primeiro clipe também tá a caminho!

Também vamos começar a produzir um festival aqui em Santos, aguardem então galera, que teremos muitas novidades da banda aqui pra frente - até um nome novo, um site próprio e outras coisinhas mais!

Por enquanto, curtam aí a Essa é Pra Você, de autoria de Gabriel Bonz, Vitor Stipp, Leonardo Alves, Henrique Alves e Ariel Alves. Valeu!




O show rolou na Capital Disco, num festival organizado pela Rock Show Santos e tinha como bandas principais o Rancore, a Panorama e os Bayside Kings. Fomos a banda de abertura e eu acho que foi um show muito legal pra gente, como experiência... Como já sabem, eu sou o baixista, o cabeludo ali com o instrumento vermelho!

No YouTube temos outros vídeos, como All Around the World, Red Hot Chili Peppers e All the Small Things, blink-182. O apoio de vocês é muito bem vindo, e bastante legal também!
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E outra coisa, galera: eu tava com uns problemas pessoais meio pesados aí nesse período - acho que foram dois meses - que eu fiquei sem postar e coisa e tal, então me desculpem. Agora eu volto a todo vapor com notícias musicais e umas listas que eu ando elaborando por aí! Valeu pessoal!

25 abril 2012

Os 10 Covers Mais Legalzudos

Olá frequentadores dessa bodega! Estou aqui novamente e venho com a minha primeira lista: uma lista que contém os 10 covers mais legalzudos segundo a opinião de ninguém mais ninguém que este que vos fala! Gabriel Bonz!

Tive a ideia pro post enquanto preparava a tablatura de Toxic, da Britney Spears, pra minha banda. Foi tirando teclados, substituindo riffs de sintetizador pro baixo, jogando a voz umas duas oitavas acimas que eu pensei "poxa, essa versão vai ficar melhor que a original!" e também pensei que muitos covers ficam realmente melhores dos que os originais.

Nem todos os lugares dessa lista ficaram melhores do que os seus originais, mas, bem, ficaram bastante bons sim!

#10. Me First and the Gimme Gimmes - Blowin' in the Wind (Bob Dylan)


Canção originalmente de Bob Dylan, o grupo que faz apenas covers de músicas em versão punk Me First and the Gimme Gimmes nos trás uma visão bastante rápida e violenta da música do vovô Dylan. Um cover bastante legal, que dá uma visão bem legal de como a música pode mudar só com o arranjo feito:



A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=tSSjM6-fUFE

#09. Blind Guardian - Surfin' USA (Beach Boys)


Os alemães Guardiões Blindados fizeram uma versão incrível para Surfin' USA, dos fofíssimos Beach Boys. O pessoal da terra-de-Hitler nos trouxe uma grande versão que começa idêntica à original e vai escurecendo, escurecendo e se tornando um bom heavy metal no estilão alemão!

Eu não achei nenhum vídeo para a versão cover oficial, então peguei um cover de uma banda bem legal de uns colegas meus, a Stainless Still, que não tem site - infelizmente - para divulgação, mas guardem o nome. Vê aí:




A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=dbs1luUIxCE

#08. Van Halen - Pretty Woman (Roy Orbinson)


Essa é uma das músicas mais legais do Roy Orbinson, e também a sua mais conhecida; o pessoal da banda de Eddie, na sua época mais fanfarrona e pegadora - aka fase Dave Lee Roth - nos trás uma versão legalzuda, farofa e muito bem feita para uma das músicas mais bonitas já compostas sobre mulheres!




A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=mBrbpWwWafQ

#07. Rob Zombie - Blitzkrieg Bop (Ramones)


O nosso queridão, direto de cinema e rock-star Rob Zombie participou do álbum We're a Happy Family: A Tribute to Ramones em tributo aos, dã, Ramones. Como foi o responsável pela bolacha, o cara não deu outra: pegou pra si a responsabilidade de fazer a versão da música mais famosa da banda, e fez com que o hit ramônico virasse um hard rock bem legalzudo!



A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=i8jliYHG8-Q

#06. Travis - Hit Me Baby One More Time (Britney Spears)


Os fofos do Travis fizeram um belo hit acústico para a música de Britnoca Spears, Hit Me Baby One More Time. A música ficou com um jeitão de Travis que não tem outra, e o vocal arrastado de Fran Healy dão uma dimensão completamente nova à música.



A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=C-u5WLJ9Yk4

#05. Móveis Coloniais de Acaju - Enter Sandman (Metallica)


Com seu Projeto Adoro Couve - que tem um nome genial, por sinal - os brasilienses dos Móveis Coloniais de Acaju passaram um tempo, todo mês, lançando um cover com sua cara de "feijoada búlgara" a várias músicas reconhecidas. E uma delas foi o peso icônico do Metallica, Enter Sandman.

EU prefiro essa versão à original por que eu sou fanboy dos caras do MCA, e adorei o jogo de sopros dele. Além disso, puta merda, eles são geniais velho.



A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=MPJKuygePHk


#04. Jason Mraz - Blitzkrieg Bop (Ramones)


O senhorito Jason "nome impronunciável" Mraz nos trouxe uma releitura do clássico dos Ramones - mais um - muito pop, bonitinha e fofuxa. O cara conseguiu fazer um punk miserável que ficar muito fofa, tocável e aproveitável, com um vocal bonitinho e tudo o mais.

Genial:



A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=i8jliYHG8-Q

#03. Móveis Coloniais de Acaju - Psycho Killer (Talking Heads)


Mais uma do MCA. Psycho Killer é a obra máxima dos caras do Talking Heads e, já na sua versão original, é uma música doidona e psicótica, como o próprio nome sugere. Na versão colonial, os brasilienses fizeram uma homenagem à nada mais nada menos do que Hitchcook e a música ficou numa versão superior à original, que poderia muito bem ter sido a música tema do filme Psicose.




A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=dJ6fjGS1lRg

#02. Banda Dona Joana - Baby Baby (Justin Bieber ft. Ludacris)


Mais uma banda nacional que ficou famosa recentemente - por tocar no Som Brasil da Globo tocando clássicos de Chitãozinho & Xororó - os cariocas da Dona Joana fazem um som indie-regional que mistura muito da música cênica vinda de gente como Casa de Orates e O Teatro Mágico com seu toque indie pessoal lembrando várias vertentes da música roqueira.

Preciso dizer que ficou trilhões de vezes melhor que a original?



A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=kffacxfA7G4

#01. Cake - I Will Survive (Gloria Gaynor)


Uma das músicas mais tocadas em baladas, festas revival, festas de aniversário, a música do orgulho LGBTS toma uma forma mais alternativa e roqueira aqui, com um jogo de metais e um solo de guitarra primoroso. Os caras do Cake souberam muito bem como realizar essa transformação, e ganham nosso prêmio:



A versão original: http://www.youtube.com/watch?v=ZBR2G-iI3-I

É isso galera (:
Quem quiser:
Meu twitter: @3onz
Minha last.fm: mestrebonz
Meu Facebook: Gabriel Cardoso Bom

21 abril 2012

Resumo Musical da Semana #2 - 21/04/2012

Olá pessoas e pessoôs que acessam essa porcaria. Eu sou Gabriel Bonz e venho trazer-lhes o resumo das notícias da semana - que era pra ter saído ontem, pra você ver como estão as coisas. Desculpem-me pelo atraso e, chega de enrolação! Vamos lá.

Kurt Cobain estava fazendo um álbum solo!


Eric Landerson, ex-guitarrista do Hole - a banda da maluca da viúva do cara, Courtney Love que já apareceu aqui semana passada - está escrevendo uma biografia para o finado líder do Nirvana intitulado Letters to Kurt. E durante a semana ele deu algumas declarações sobre o livro:

Segundo o cara, o loirinho do Nirvana estava preparando um disco solo na época do suicídio. O garotão do Hole disse que o negócio era tão genial, que chegou a compará-lo com o White Album dos Besouros. Ainda falou que o álbum pode ser editado e compilado para a nossa alegria.

Eae, você compraria?

Joey Ramone lança faixa inédita!


Isso mesmo, famigerados fãs do punk-rock dos Ramones, nosso querido - e finado - vocalista Joey Ramone, mesmo estando morto, lançou mais um single!

There's Got Be More to Life junto com a recém-lançada Rock n' Roll is the Answer faz parte do disco ... Ya Known o SEGUNDO disco póstumo do cara! Ele tá morto e lançou DOIS discos já, puts. Confira a música abaixo:



E Dona Morte atacou novamente


Mas dessa vez não foi uma pessoa tão consagrada no mundo musical. Greg Ham, um dos muitos multi-instrumentistas da banda Men At Work, sucesso dos anos 80, foi encontrado morto na sua casa na quinta-feira (19) em Melbourne, Austrália. O cara tinha só 58 anos e tocava flauta, gaita, saxofone; cuidava dos sopros da banda.

"Nós tocamos em uma banda e conquistamos o mundo juntos. Ele era um homem maravilhoso", lamentou Collin Hay, vocalista da banda, para o jornal Herald Sun.

Red Hot Chilli Peppers lançará EP de covers!


A banda de Flea e Anthony Kiedis foi recentemente condecorada com um posto no duvidoso Rock And Roll Hall of Fame. E para comemorar o fato, os caras do RHCP lançarão um EP, chamado We Salute You que contará com covers de bandas que já fazem parte do Rock And Roll Hall of Fame. A setlist do EP é:

Havana Affair - The Ramones
Search & Destroy - Iggy and the Stooges
Everybody Knows its Nowhere - Neil Young
Sufragette City - David Bowie
I Get Around - The Beach Boys
A Teenager in Love - Dion and Belmonts


Dessas seis faixas, cinco nunca foram disponibilizadas digitalmente e três serão gravações ao vivo da turnê do disco I'm With You. Havana Affair faz parte da coletânea de tributo ao Ramones We're a Happy Family com outros nomes grandes como U2, Metallica e Kiss. Recomendo fortemente o álbum, e olha que eu não gosto de punk.


G3 no Brasil de novo!


É isso mesmo galera, o projeto musical de Joe Satriani, o G3, projeto que reúne sempre três grandes guitarristas no mesmo palco tocando clássicos e músicas próprias voltará ao Brasil esse ano!

A formação da vez é composta por: Joe Satriani, que tocou em bandas como Deep Purple, Chickenfoot e tem uma carreira solo incrível; John Petrucci, fundador do Dream Theater e um dos maiores entusiastas do prog, Steve Morse, que também já tocou no Deep Purple e no Yes!

Serão dois shows em terras brasilis:
11/10 no Rio de Janeiro, Citibank Hall.
12/10 em São Paulo, Credicard Hall.

Metal Open Air: o fiasco do século


Não tem como discutir: a organização do festival maranhense Metal Open Air será conhecida como a pior de todos os tempos em festivais brasileiros. Não que os festivais de música brasileiro sejam conhecidos como perfeitos, mas a organização de festivais como Lollapalooza 2012, SWU e Rock in Rio e até os festivais menores como o Planeta Terra, o Tim Festival e o Sonar nos mostram que é possível sim em terras tupiniquins termos bons festivais de música, tanto nacional quanto internacional.

Mas o MOA nos deu um banho de água fria: um festival com headliners tão esperados e cobiçados fazer uma porcaria dessa, tanto com artistas nacionais quanto com os internacionais foi uma palhaçada. Não vou entrar nos meandros dos problemas das produtoras, mas apenas relatar o que fiquei sabendo:

As bandas brasucas Obskure, Stress, André Matos, Ratos de Porão, Matanza, Attomica e Unearthly e as internacionais Venom, Expose Your Hate, Saxon e Rock And Roll All Stars "desconfirmaram" sua participação no evento, alegando que a produção não teve organização muito menos respeito para com os artistas.

Uma grande pena.


14 abril 2012

Resumo Musical da Semana - Sex 13/04/12

Muito bom, muito bom galerinha. Começo essa semana o resumo musical. Toda sexta-feira (quase sem falta hehehe) irei trazer as notícias mais relevantes para vocês aqui do blog sobre música. Obrigado, obrigado.

A novela Guns n' Roses e o Hall da Fama

Pois bem pessoal, tchô explicar uma coisa pra quem chegou agora: o pessoal do Guns n' Roses foi condecorado, junto com Red Hot Chilli Peppers e mais uma galera à uma vaga no Hall da Fama do Rock n' Roll há um tempinho atrás. E todo ano umas bandas são condecoradas (Pink Floyd, Led Zepplin, The Who dentre outros tão na lista) e todo ano as bandas condecoradas fazem shows, mesmo separadas/sem os seus membros etc. Apenas uma banda, antes do sr. Rosa, tinha recusado, e não seriam os caras do Sex Pistols, seriam? É. Acertou na mosca.

Então, os maiores representantes vivos do Hard Rock (e que os fãs do Kiss joguem as pedras), o Rosas e Armas, tiveram a honra de entrar no Hall. Só que, né, cês sabem, senhor Axl Rosa e o Slash não se dão bem. Boato de que ia ter show pra lá, carta do baixista pra cá, o vocalista da banda se pronunciou no Facebook oficial da banda - aquele quem tem o DJ Ashba e tals.

Sua carta dizia, resumidamente, que ele não ia tocar no Hall da Fama, não ia aparecer, não ia querer ganhar a condecoração, por que seria desmerecer o trabalho atual da banda com seus vinte e dois mil membros e coisa e tal. Fez uma carta de mimimi enorme, mesmo tendo uma levíssima razão nisso.

Beleza. Daí o Hall da Fama mandou Axl Rose ouvir pagode logo depois que foi mandado ouvir pagode: Falou que lamentava que o cara não ia receber o bagulho, mas que ia continuar com o nome do loiro mesmo que ele não aceitasse. Wow.

Lógico que não podemos colocar o Axl como vilão da história: mesmo com Izzy e Duffy sendo cautelosos e até amigáveis com Axl, os outros membros da banda só fazem, desculpa o palavreado, merda. Adler, o baterista, participou de festas com a banda atual e ficava remoendo que precisavam voltar à formação original e, Slash, o "deus", se faz de coitadinho, colocando o loiro como vilão da história.

E não pensem que acaba por aqui. Com declarações de Izzy e Duffy e a treta do Hall da Fama, não acaba por aí. Fiquem ligados.

Black Sabbath: retorno aos palcos!

E uma novela que pelo jeito teve seu fim foi a do Black Sabbath! Depois de anunciarem que Ozzy, Tony, Bill e Geezer iam trabalhar juntos novamente, ter toda aquela briga do Bill com os contratos, o babaca do Vinny Apice entrando no meio das coisas, o linfoma de Tony e a confirmação de que o baterista estava indo gravar em Londres com a banda, temos a melhor notícia que os fãs da banda puderam ter: o Black Sabbath voltará aos palcos ainda em 2012!

Isso mesmo meus amigos. O festival Lollapalooza de Chicago, que acontecerá entre 8 e 10 de junho desse ano contará, além de gente como Red Hot Chilli Peppers, The Black Keys, Jack White, O Rappa, Sigur Rós, Florence+The Machine e outros, terá os reis do metal extremo: O Black Sabbath!

Novo single do Van Halen:


O Van Halen lançou um ótimo disco novo: A Differente Kind of Truth. Disco conciso, que mostra que a banda ainda está muito bem, obrigado, e que é original e poderosa. Mesmo tendo escolhido a pior música, Love Tatto - ou algo do gênero -, como single, eles lançam agora o clipe de She's the Woman. Confiram!

Courtney Love, Frances Bean Cobain, Dave Grohl e o Twitter

No começo da semana a mulher mais odiada de Hollywood, Courtney Love (vocalista da banda Hole, viúva de Kurt Cobain) soltou umas faíscas para com Dave Grohl vocalista do Foo Fighters e baterista do Nirvana.

Ela desencadeou um discurso retórico cheio de ódio focando no frontman dos lutadores, o acusando de ser "obcecado por seu ódio" contra Kurt. Ela continuou falando sobre o vocalista do Foo Fighters, dizendo que uma colega de quarto da filha e um motorista dela acusaram-no de tentar contato sexual com a menina.

Depois, ainda continuou falando que ele era "sexualmente obecado" por Kurt, e ainda falou sobre a semelhança do suicidado com o baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkes. A menina rebateu no fim da semana que "O Twitter deveria banir minha mãe", falando que sua relação com Dave nunca tinha sido mais do que platônica e que estava numa relação monogâmica nesse atual momento...

Virada Cultural 2012 tem sua programação completa divulgada!

Isso mesmo pessoal de Sampa! Os organizadores da Virada Cultural de São Paulo confirmaram todas as atrações que vão se apresentar nos 25 palcos espalhados pela cidade nos dias 5 e 6 de maio!

Na 8ª Virada Cultural teremos gente de peso internacional, como o punk do Suicidal Tendencies e a psicodelia do Iron Butterfly. Teremos ainda os Titãs tocando Cabeça Dinossauro na íntegra, e gente como Júpiter Maçã e White Denim.

13 abril 2012

Uma breve história do Prog e o que ela tem em comum com o Foster the People

Olá galerinhos e galerões do meu Brasil varonil. Puta merda to cada vez mais gay. Enfim, olá moçada que acessa essa inutilidade pública - graças à Odin, por que fosse privada, estaríamos quebrando com essa crise atual - meu nome é Gabriel Bonz e estou aqui para falar um pouquinho sobre o mundo da música!

Muito bem, vamos lá: domingo passado eu fui à edição brasileira do festival do Perry, o cara do do
Jane's Addiction que segundo nosso amiguinho Dave Grohl é o "Led Zeppelin de sua geração". Desculpem o titio David. Ele só podia estar bêbado!

Fanboyzices à parte, eu digo a vocês que consegui acompanhar quase integralmente 5 shows: o reggae-world do pessoal do Thievery Corporation (que deus do céu, tem umas vocalistas que nossa), a barulheira dos goianos do Black Drawing Chalks, a neo-psicodelia prog do MGMT, a dance-indie do Foster the People e toda a música gelada dos Macacos Árticos, meus queridosArctic Monkeys.

Pois é pessoal. Não vou fazer um top de shows ou nada disso, só digo que: Foster e Macacos foram BONS DEMAIS, os goianos mandaram um stoner de primeira e me surpreendi positivamente com as outras duas bandas. Sério.

E é sobre o som dos carinhas do MGMT que eu vim falar aqui pra vocês, meus amigos. Ó a fotinho dos caras:


Pois bem, pois bem. Eu não sei se vocês se lembram, mas eu sou fanzaço do rock progressivo, estilo que surgiu no fim dos anos 60. Tudo começou com a guerrinha entre os Beatles e os Beach Boys, que lançaram suas obras divinas: Sgt. Pepper's e Pet Sounds. Tamanha a complexidade nos discos foi a grande revolução do prog que o pessoal inglês trouxe.

Com isso em mente, as bandas da época foram mesclando essa sonoridade e nós fomos presenteados com obras como Yes Album dos meus favoritinhos do Yes, Selling England by the Pound do Genesis e, por fim, mas não menos importante ou genial, Dark Side of the Moon dos famigerados David Glimour e cia. ou Pink Floyd.

A cena prog cresceu em âmbito e, na minha opinião, foi a cena que mais abrangeu o cenário "pop ou quase isso" mundial. Tivemos representantes holandeses (Van Der Graaf Generator), o prog italiano (Banda Del Mutuo Soccorso), franceses (Can e Ètrou Les Fos), estadunidenses (Egg), e até brasileiros! Os Mutantes e Ronnie Von não me deixam mentir. Isso só no começo da década de 70! (Enquanto isso um pessoalzinho fazia seu barulho mais metálico nos pubs ingleses com o comecinho do heavy metal e extremo [Sim, Ozzy, estou olhando pra você])

Mas, o movimento prog, conhecido por composições complexas, grande duração das músicas e um misticismo que beirava o paganismo, acabou por ter seu grande vilão: uma das suas maiores bandas, o Yes lança em 1973 o álbum que acaba com tudo: Tales From Topographic Oceans (que não é um álbum ruim, porém é bem chato). Com 4 músicas de cerca de 20 minutos cada, o álbum, aclamado pela crítica - e pelo próprio tecladista da banda, Rick Wakeman - como "um monte de técnica, sem nenhum sentimento, sem nenhum feeling" condena não só a banda ao "esquecimento" (o único álbum bom que o Yes lançaria depois é o Tormato, de 78) como toda uma geração de bandas.

O Pink Floyd tem sua época de glória com o Dark Side of the Moon e ainda é prorrogada com o The Wall - já fugia do prog. Depois de lançar a ópera-rock The Lamb Lies on Broadway, Peter Gabriel deixa o Genesis, iniciando o pop que Phill Collins conquista na banda. Com a banda em queda desde 72, o King Crimson encerra suas atividades em 74.

Em seguida temos a "década perdida" que é a década de 80. Com o movimento punk de gente como Sex Pistols e The Clash e o alternativo do The Cure o prog fica esquecido. Antigos membros de várias bandas conhecidas montam o Asia que faz relativo sucesso longe do mainstream na década de 80. Outras bandas que eram influenciadas pelo prog continuam sua carreira durante a década, como o Queen. Temos também o Rush que mantém-se progressivo por toda a década de 70 e começo da década de 80, e lança sua obra prima, Moving Pictures em 81; depois vêm a fase new wave instaurada por Geddy.

Mas é em 92 com Images and Words dos americanos do Dream Theater renascem com o prog. Bem diferente, claro, com um peso característicos dos contemporâneos dos anos 70 como Black Sabbath, e sem toda a psicodelia que herdaram do movimento hippie. E, com o DT temos bandas como Qüeensryche e Watchtower começam a fazer sucesso; atrelado à esse movimento, é lançado o neo-prog de gente como Porcupine Tree e Spock's Beard. As duas vertentes progressivas vão coexistindo com trabalhos geniais, mas sempre no underground - a única exceção, lógico, os piruliteiros do Teatro dos Sonhos. Trabalhos incríveis calcados no metal extremo como Opeth (uma das melhores bandas que já existiram), Katatonia, Anathema e Ayreon; até projetos revival e renascimentos como o - vergonhoso, diga-se de passagem - álbum do Yes.

E é agora que a música progressiva volta com tudo, calcada no movimento alternativo que estourou no começo da década de 2000 com os Strokes e o Arctic Monkeys. A musicalidade dessa moçada, com seus riffs malucos e bateria frenética, com um vocal levado de uma maneira bastante incomum, se mistura com toda a psicodelia do prog que vem desde sempre.

A banda que marca principalmente esse revival são os garotos do MGMT. Até em seus hits mais pop, como Kids ou Electric Feel eles têm um quê de hit pop do prog - como Tom Sawyer do Rush ou Closer of a Lonely Heart do Yes.

E não é só o MGMT que entra nessa onda: outras bandas menos conhecidas mas igualmente boas vêm calcadas nessa. LCD Soundsystem e !!! (que aliás é um nome genial) mostra como o prog pode ainda ser bem aproveitável e, além disso, atrelar-se ao pop. É, galera.

Peguemos o pessoal do Foster the People por exemplo. O hit deles, Pumped Up Kicks tem tudo pra ser prog. A levada do baixo, o experimentalismo do teclado, a voz - hehehe isso é só por que o cara canta igualzinho ao Jon Anderson - e a percussão/bateria da banda frenética dita isso. Com certeza, com a maturidade musical que Mark Foster e sua trupe vão conseguindo com o tempo, eles podem vir a se tornar o que o Porcupine Tree e o Dream Theater foram na sua época e o Opeth está sendo hoje: os responsáveis pela chama do prog não morrer.

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22 fevereiro 2012

Indie Rock Brasileiro

Olá meninos, meninas e pais-do-Cartman (a você que entendeu e é fã de South Park, me chame no twitter que a gente vai passar horas conversando) estou aqui novamente. Meu último post foi apenas a apresentação, e hoje vou falar sobre uma coisa que vamos desenvolver com o tempo.

                                                             

Eu falei que ia botar duas indicações diferentes aqui, né, mas mudei de ideia. Vou falar aqui de um fenômeno que vem crescendo no cenário rock n' roll brasileiro. É o indie rock, ou alternativo, que estourou no começo da década passada na Inglaterra e na Europa. Bandas como Arctic Monkeys, The Strokes e outros representantes alternativos que flertaram com o estilo - Cake e Jane's Addiction, por exemplo.

Sendo um pouco negativo com o rock brasileiro, nota-se que há um pequeno hiato em relação ao que estoura lá fora e o que vinga aqui dentro. Além da música-de-mídia, o pop-axé básico que temos no Brasil, o movimento brasileiro é um pouco atrasado com relação ao do exterior, e não se aproveita de tudo o que lançam lá fora. Movimentos como o thrash e o grunge não fizeram tanto sucesso aqui e se misturaram ao som do brock desenvolvido nos 90 e anos 2000.

Um exemplo do nosso "atraso": o iê-iê-iê sessentista lá de fora veio nos anos 70 e 80 - Titãs, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens e outros. O movimento ska-pop veio nos anos 90 integrados ao alternativo do Cure e cia. com Skank e Tianastácia. O speed metal melódico do final dos anos 80 que estourou na Europa - Stratovarius, Hellowen - só veio no meio dos anos 90 com a volta das grandes bandas de heavy metal; estouraram Sepultura, Angra, Shaman.

Com isso, o movimento alternativo do começo dos anos 2000 da Inglaterra - sintetizado basicamente com Alex Turner e sua trupe de macacos - veio parar no Brasil. Mas o indie rock brasileiro é especial e grandioso. Temos bandas MUITO boas que se aproveitaram do estilo e o fazem tão bem ou, ouso dizer, ainda melhor do que os representantes do gênero inglês. Mostrarei para vocês três bandas que sintetizam as maiores vertentes do gênero em terras tupiniquins:

Apanhador Só

Muito bem. Segue o vídeo deles apresentando uma das suas músicas mais legais, Nescafé presente no primeiro disco dos caras, o honônimo. A banda é do Rio Grande do Sul - o melhor lugar para se ter uma banda de rock no Brasil, sério - e faz um som indie, muito influenciado por gente de porte lá fora. Logo assim me vêm à mente gente como Bloc Party e Manchester Orchestra e, ouso dizer que carregam algo até do art-rock de gente como Explosions in the Sky (que vai ganhar um post especial quando eu tiver mais tranquilo).

Mas o que me surpreende com esses garotos são suas letras. Suas letras são sublimes, raras e incrivelmente fáceis de se identificar. O pop dos rapazes beira à experimentalismo. A letra chama a maioria, enquanto o musical - temos o tango de Balão-de-Vira-Mundo e o nordestinismo (risos) de Vila do 1/2 Dia - chama a nós que temos grande afinco musical e vai além das letras. Apanhador Só é, definitivamente, a melhor banda brasileira a surgir em anos, junto com o pessoal do Móveis Coloniais de Acaju e ao conjunto do Filipe Catto.


Sabonetes


Transistando entre o power-pop do Breath Carolina e o indie rock de gente como Manchester Orchestra temos nosso representante de Foster the People. Talvez esses curitibanos nem imaginem, mas gente daqui de Sampa adora eles; o hit Descontrolada é meu toque de SMS e uma das coisas mais dançantes que apareceram na vida roqueira.

Fiquei impressionado com o Lollapalooza: não os colocaram no segundo dia, o dia indie rock, onde o Friendly Fires, Arctic Monkeys e outros representantes do indie mundial, colocaram a Plebe Rude e não chamaram eles, cacilda! Um ótimo representante para o festival.


Zander


E temos nosso representante mais pesado da lista. O Zander com suas linhas de guitarras potentes, baixo gravíssimo e bateria punk-rock, os ex-membros de bandas de hardcore conhecidas na cena como Dead Fish e Noção de Nada, esse quinteto que mistura o hardcore dos anos 90 com o hard rock setentista e se utiliza de três guitarras (nosso amigos do Lynyrd Skynyrd comemoram) têm um som incrível.

Humaitá é seu hit mais poderoso e harcore, mas outras músicas incríveis os tornam melhores que suas bandas "oficiais" (assim como o pessoal do 2ois). A minha favorita é Dezesseis com uma letra perfeita para minhas condições atuais, com o vocal rasgado e arrastado, o baixo pesado conduzindo a música e as três guitarras se alternando com seus drives e distorções características. Temos a pancada Pólvora com sua letra refletiva e intensa, desanimadora, dentre outras coisas.


Se gostou do som dessas bandas, procurem por outras bandas como Sugar Kane, A Banda Mais Bonita da Cidade, Banda Dona Joana, Vivendo do Ócio, Bazar Pamplona, Vanguart, Banda Gentileza, etc.

Me sigam no twitter: @3onz

09 fevereiro 2012

Bonz se apresentando

 Olá pessoal que frequenta esse blog de família (cof) assiduamente. Meu nome é Gabriel Cardoso Bom, mas, nas terras internéticas desse meu Brasil, sou conhecido como 'Bonz'. Esse apelido carinhoso - e até de gosto sexual duvidoso - é antigo, tem mais de 6 anos, e é uma redução para o antigo 'Bonzino', nome de guerra desse rapaz que vos fala.

Pois bem, antes de mais nada, eu sou músico. Toco contra-baixo elétrico, teclado e violão, além de arranhar um pouco na guitarra e na percussão com a minha banda. A banda ainda não tem nome, mas é uma coisa que com o tempo iremos decidir.

Além das ocupações musicais, eu sou estudante. Como um garoto normal de 16 anos que sou, estou cursando o segundo ano do Ensino Médio do Colégio Objetivo em São Vicente. Adoro História, Geografia e Sociologia, e odeio Química e Gramática. Pretendo cursar Ciências Sociais em alguma faculdade pública que terá o prazer (cof) de me aceitar (cof cof) nas suas classes.

Estudo música há uns 7 anos, desde meus nove aninhos. Comecei com o violão clássico no Projeto Guri, um projeto do governo do estado de São Paulo - desconheço a existência do projeto em outros estados do Brasil, se houverem, perdão; me corrijam nos comentários, então. Desde então, comecei a me interessar por música como um todo.

Meu pai é um amante do rock n' roll, principalmente seus representantes sessentistas e setentistas, e, em sua maioria, os progs. Coisas como Yes, Genesis, Rush, King Crimson e Supertramp foi ele quem me mostrou conforme eu fui amadurecendo musicalmente. Nisso, me apaixonei pelo som vibrante e contagiante do baixo - principalmente por causa do Yes, a linha de baixo de Roundabout é a melhor de todas - e decidi que seguiria por esse caminho.

Nisso, comecei a aprender baixo com um professor maluco, o Giancarlo, guitarrista solo da Pipeline. Nas aulas com ele, conheci o meu guitarrista atual, e etc. Logo menos vou postar nossas músicas aqui e tals.

Enfim, mas como bom amante da música, eu comecei pesquisando ela. E hoje eu me vejo como um bom entendedor do assunto, no que eu posso fazer. Pesquisei desde o psicodelismo até a mistura rock-eletrônica atual, as origens com o rockabilly - que eu particularmente não gosto - até a última grande explosão do rock: o "new rock" dos Strokes.

E é sobre isso que eu vou tratar aqui no blog. Tenho umas regrinhas babacas pra escrita dos meus textos, como sempre mante os nomes dos artistas/bandas em negrito, e as músicas em itálico e etc. Sou bem eclético quando a coisa é boa, e envolve instrumentalismo bom. Logo menos teremos duas recomendações bem distintas aqui, ok?

Valeu, galera!